SALVE OS VENTOS E TEMPESTADES!!!

A Força da Natureza na distância da minha mão. A chuva que caiu neste final de semana, mostrou sua fúria indomável. Pude sentir o vento e a torrente d’água apenas estendendo a mão em minha varanda.

Uma espessa cortina d’água toldando a silhueta das colinas ao longe e borrando o contorno dos telhados ao redor, e a ressonância dos trovões cortando o silencio, os clarões dos raios cortando a noite.

Assim como sentimos externamente, muitas vezes temos estas tempestades de raios e trovões dentro de nós. Com a diferença que a natureza nos deu também o raciocínio e o bom senso, de modo que possamos administrar a própria violência interna, saindo de cena até acalmar o vendaval interior, ou deixamos ele se manifestar de acordo com a necessidade do momento.

Na maioria das vezes, as tempestades internas são tão necessárias como as externas, porque lavam a estática ruim das comunicações duvidosas, deixam à mostra o cerne limpo e renovado das disposições edificantes, apagam trajetórias incorretas, influências deletérias, enfim, deixam o céu de nossas mentes mais claro e disponível para quando o Sol voltar a brilhar.

As tempestades, mais que tudo, apontam nossa pequenez, nossos limites, demonstram também, que tais quais as a vicissitudes, elas começam e terminam, e ao cessar, parece que o mundo valoriza mais as belezas, capricha mais no reflorescer, no renovar-se, tenta refazer ainda mais aprimoradamente o que foi destruído…

Os ventos e as tempestades ainda servem para limpar a atmosfera turbulenta, as ambiências intoxicadas, as vibrações de baixa qualidade. Apagam os incêndios, derrubam construções frágeis e mal feitas, varrem escolhos, lixo e escombros.

Na hora da tempestade, externa ou interna, fiquemos observando da janela, física ou da alma, evitando nos expor em seu perigoso vórtice, mas aprendendo com ela, acompanhando sua intensidade crescente ou decrescente, seu poder, sua direção, seus objetivos. Vamos compreender o porquê de sua violência, mas aprender a contornar seu poder de destruição, canalizá-la, talvez, colocar em depósitos de água, ou de força e resoluções, administrar sua abundância e exagero para épocas de escassez.

Na linguagem umbandista, Santa Bárbara é o sincretismo do Orixá Iansã, sendo a representante dos ventos e tempestades. Mas na realidade, estes ventos e tempestades são as feitiçarias, as influencias negativas. Iansã, no combate ao mal, é a verdadeira fúria de um vendaval, e ela protegerá qualquer pessoa que se coloque sob sua proteção, DESDE que essa pessoa não seja portadora de sentimentos de vingança.

Junto com Xangô, o Orixá do trovão, os dois juntos aplicam a Lei e atuam contra os fora da lei do astral, em lutas ferrenhas contra o Mal e seus seguidores.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

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