Os Congressos (1941, 1961 e 1973)

Bom dia irmãos,

dias atrás recebi de alguns irmãos pedidos de informações sobre segundo (1961) e o terceiro (1973) Congresso de Umbanda, eu procurei aqui na internet e não encontrei, entrei em contato com alguns irmãos da internet e consegui apenas o texto abaixo enviado por nosso irmão Diamantino Trindade o texto abaixo é parte integrante do livro Umbanda Brasileira – Um Século de História.

Rogo aos irmãos que tiverem mais informações sobre o segundo ou terceiro Congresso Nacional de Umbanda, entre em contato conosco, nos envie as informações via e-mail ou Correios. Nosso e-mail povodearuanda@povodearuanda.com.br.

1º Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda – 1941 (clique para baixar)

2º 1961 (?)

3º1973  (?)

O Colegiado Espírita do Cruzeiro do Sul organizou o Segundo Congresso Nacional de Umbanda, em 1961, no Rio de Janeiro. Um dos objetivos desse evento era fazer uma avaliação das mudanças ocorridas no panorama umbandista nos vinte anos que se passaram desde o primeiro evento, em 1941. O Congresso ocorreu no Maracanãzinho e milhares de umbandistas estiveram presentes, incluindo desta vez, representantes de dez Estados e vários políticos municipais e estaduais.

Esse evento foi organizado por Leopoldo Bettiol, Oswaldo Santos Lima e Cavalcanti Bandeira. A comissão paulista foi a mais numerosa e representativa, com a participação de Félix Nascente Pinto, General Nélson Braga Moreira, Dr. Armando Quaresma e Dr. Estevão Monte Belo. Neste congresso definiu-se a criação do Superior Órgão de Umbanda para cada Estado, congregando as Federações. Apenas o estado de São Paulo conseguiu criar o então chamado SOUESP (Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo) marcando presença no congresso posterior.

Também nesse Congresso foi apresentada uma tese diferente da que havia sido apresentada no primeiro sobre a “Interpretação histórica e etimológica do vocábulo Umbanda”, tese apresentada por Cavalcanti Bandeira em contraponto a tese de Diamantino Fernandes (delegado representante da Tenda Mirim), que no Congresso de 1941 situava a palavra tendo origem em antigas civilizações e no Sânscrito.

Em 1973, realizou-se no Rio de Janeiro o Terceiro Congresso Nacional de Umbanda. A revista Mundo de Umbanda, número 1, de 1973, publicada pelo Primado de Umbanda, fazia referências às destemidas atuações de Cavalcanti Bandeira e outros umbandistas para a realização do evento. A revista citava:

Os umbandistas desejam consolidar o dia da Umbanda e preservar os rituais comuns e afins, proclamando o desejo de congregarem num colegiado nacional os órgãos associativos e federações estaduais, a fim de evitar as distorções e os abusos que são cometidos em nome da Umbanda.

Segundo a revista, os temas propostos abordavam:

Aspectos doutrinários e filosóficos; sincretismo religioso; teologias e crenças; moral e ética religiosas; práticas e rituais; iniciação e desenvolvimento; organização religiosa; música dança e cânticos; simbologia; aspectos administrativos; os cultos e a legislação oficial; órgão nacional interfederativo; temas livres e teses sobre a Umbanda.

O Rio de Janeiro foi representado pelas mais importantes autoridades da Umbanda. São Paulo foi representado pelo SOUESP, por meio de seu presidente General Nelson Braga Moreira. Outros estados representados foram: Paraná, Rio Grande do Sul, Piauí e Santa Catarina. Wheatstone Pereira propôs a criação da Cartilha Umbandista e José Maria Bittencourt apresentou um trabalho sobre Casamento e Batismo na Umbanda, ambos aprovados por unanimidade.
Nesse evento, a religião umbandista afirmou-se como uma das que mais crescem no Brasil e uma força significativa no campo das atividades sociais. Nessa época, diversos terreiros contavam com escolas, creches, ambulatórios etc.

Após o Congresso foram fundadas onze novas federações, dentre elas a Associação Paulista de Umbanda e a Federação de Centros Espíritas e de Umbanda do Estado de São Paulo.

¹ Foi aprovada a data de 15 de novembro, como o Dia Nacional da Umbanda (nota do autor).

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