Autodefesa e Proteção contra Energias Negativas e Maléficas

Omolubá

A maioria de nós vive uma vida cheia de problemas angustiantes e atormentada por situações confusas e complicadas que tanto nos fazem sofrer.

Além dos conflitos com os outros (o marido, a mulher, o patrão, o empregado, o colega…) e das ameaças que recebemos de todos os lados, a simples preocupação com as doenças, com o aperto financeiro, etc. , assim como, também o medo da inveja, das traições e todas as formas de agressão de que podemos ser vítimas – tudo isso produz em nós uma tremenda perda de energia, física e psíquica.

Essa é a causa do estresse em que inevitavelmente caímos.

São esses “buracos” na camada áurida e na sinergia orgânica e psíquica que nos tornam vulneráveis às influências maléficas que impregnam a atmosfera psíquica do nosso planeta – especialmente em certos locais e regiões.

E sem saber e sem querer, acabamos mensageiros e agentes de toda essa miséria humana, resultante do generalizado viver egocêntrico- miséria individual e coletiva.

Na maioria das vezes, nem sabemos como nos proteger contra tudo isso e tornamo-nos alvos fáceis de toda espécie de fluidos negativos (emoções e pensamentos malignos) que circundam em torno de nós e, o que é pior, que emanam também de nós.

O objetivo deste capítulo é justamente alertar você, cara leitora ou leitor. Sobre toda essa realidade oculta e fornecer elementos que o ajudem a tornar as precauções necessárias para se defender.

“Mas o que podemos fazer para nossa autodefesa?” é o que você naturalmente me perguntará.

E a resposta simples e direta é esta: cuidar do corpo.

Desse modo, em vez de aumentarmos a desordem, os conflitos e a maldade que saturam a atmosfera psíquica da sociedade em que vivemos, podemos contribuir para nos harmonia que concorram para limpar e purificar o ambiente de todos nós.

Mas, para cuidar do corpo, nesse sentido particular, precisamos saber que, na realidade, não somos um corpo, mas temos um corpo.

E, na verdade, não temos só um corpo, mas três corpos que se interligam tão profundamente, que formam uma unidade, que funcionam como um só:

– o corpo físico – com sua contrapartida etérica;
– o corpo emocional ( ou “astral”) – das emoções, dos sentimentos, etc.
– o corpo mental – dos pensamentos.

E o que se passa em um repercute inevitavelmente nos outros.

Daí a importância de aprendermos a lidar com cada um deles indistintamente e com todos eles em conjunto.

No momento em que sentimos harmonia e paz interior, começamos a criar vibrações capazes de, pelo menos, neutralizar, de alguma forma, o clima de perversão, violência e crueldade que empesta o mundo dos pensamentos e das emoções da sociedade em que vivemos.

É assim que podemos trabalhar por um mundo melhor.

Sua autodefesa e proteção psíquica estão apoiadas nos seguintes procedimentos:

1- Banhos de “descarrego” e vitalização;
2- Defumações de “descarrego” e energização;
(…)

A criatura humana é constituída de três corpos: o corpo físico e etérico (sendo que este último sobressai 5 cm ao primeiro, formando a aura em torno do corpo físico), o corpo emocional ou astral,localizado no coração, e o corpo mental, sediado no cérebro.

Todos os malefícios dirigidos a alguém, até mesmo por meio de um olhar carregado de raiva, desprezo ou inveja, causam distúrbios psíquicos temporários, como : mal estar, enjôo, sonolência, nervosismo, pequenas desavenças sem justa causa com pessoas conhecidas ou não, desânimo e entorpecimento corporal.

Já os “trabalhos de magia” ocasionam, via de regra: dores de cabeça, brigas familiares, afastamento entre parentes, amigos e sócios, perda inexplicável de emprego, maus negóocios, impotência sexual, separações amorosas, acidentes de carro, conflitos no relacionamento em geral, perda da saúde e outras anormalidades que subvertem a rotina vivencial e a alegria de viver de uma criatura comum.

Tecnicamente, o processo é sempre o mesmo: a energia inferior, negativa, virulenta, atinge primeiro o duplo etérico da pessoa visada, segue adiante e contagia o corpo astral que devolve imediatamente a negatividade para o corpo físico, provocando disfunções orgânicas e emocionais. Em alguns casos, proporcional à “força do trabalho” executado, a energia lodosa assedia diretamente o corpo mental, produzindo mórbido bloqueio da tela neuronal do cérebro, impedindo, daí por diante, o raciocínio e a concatenação dos pensamentos sadios que até poderiam dar solução sensata e adequada à agressão oculta e covarde. Enquanto isso, acumulam-se os males e os problemas decorrentes da perda da saúde sem causa aparente, levando, de roldão, a vítima ao desespero, inconformação aos familiares e tirando a expectativa dos amigos e conhecidos.

Em alguns casos, e não são poucos, a perversidade completa-se com a morte trágica do enfeitiçado, tragado impiedosamente pelas energias deletéricas a seviço de alguma personalidade inimiga, sorrateira e cruel.

1. Banhos de descarrego e vitalização

A finalidade precípua do “banho de descarrego” é limpar, higienizar única e exclusivamente o corpo etérico do indivíduo, retirando sujeira, nódoas e larvas astrais que não são vistas pelo olho físico do homem comum, sendo, contudo, evidentes e visíveis ao sensitivo treinado e capaz.

Antes de tomar o “banho de descarrego”, torna-se necessário, em primeiro lugar, o banho físico, incluindo a cabeça. Esse banho, deve ser com sabão neutro à base de glicerina. Essa limpeza deve ser feita no quarto minguante. Em casos de urgência, na lua nova, nunca porém, em outras fases da lua.


Descarrego

O “banho de descarrego” deve ser realizado com água morna da cabeça aos pés, seja um simples banho de sal grosso, seja de ervas específicas para essa operação. Aqui vão algumas plantas verdes, fáceis de encontrar com os mateiros ou nas casas do ramo: folha de pitanga, desata-nó, vence demanda, catinga de mulata, cordão –de-frade, velame, acácia, amendoeira, vassourinha-do-campo, vassourinha-de-relógio, guiné-pio-pio, aroeira e outras tantas do mesmo teor, próprias para o expurgo etérico.

Não é necessário usar mais do que duas ervas em cada banho. Pode-se, também, adicionar um punhado de sal grosso, capacidade para cinco a sete litros dágua, ali permanecendo por cinco horas. Ao banhar-se, acrescentar um pouco de água quente. Após o banho, o paciente não deve enxugar-se. Beber alguns copos de suco de fruta natural ou leite morno, sem açúcar nem adoçante. Para completar, procurar o leito por algumas horas ou dormir até o dia seguinte.

Vitalização

O “banho de vitalização” só deve ser tomado uma ou duas semanas após o “banho de descarrego”. Usa-se também escolher duas ervas dentre as diversas que logo adiante indicaremos para esse fim. Queremos ressaltar, contudo, que esse banho só traz efeito salutar quando realizado no quarto crescente ou na lua cheia, para que haja a devida absorção e elevação do tônus vital dos três corpos.

É preferível que essa operação seja realizada à noite.

Queremos enfatizar que o “banho de vitalização” só deve ser tomado após o “banho de descarrego”; caso contrário, não terá qualquer efeito; será ineficaz e até incoveniente. É como usar perfume em corpo suado e sujo; vira catinga. Torna-se também necessário o banho normal com sabão neutro antes de qualquer banho ritualístico.

Eis algumas ervas verdes, próprias para a vitalização físico-etéreo-astral-mental: manjericão, alevante, colônia, folha e flor de girassol, folhas e amêndoas do cacaueiro, iburana, sálvia,dracena, oriri, jásmim, espada-de-ogum, espada-de-iansã (borda amarela), açoita-cavalos, umbaúba-prateada, entre outras. Que sejam usadas verdes e não secas.

Observar o mesmo rito do banho anterior: ervas maceradas durante cinco horas; no momento do banho, adicionar um ou dois litros de água quente; banhar, lentamente, todo o corpo, da cabeça aos pés; mentalizar a ação vivificante da água; não enxugar o corpo e, finalmente, após ingerir alguns copos de suco de furta natural ou leite morno, sem açúcar nem adoçante, descansar e dormir.

Com a maceração das folhas destinadas ao banho, a água se torna esverdeada e um tanto pesada. Após o preparo do banho, as folhas trituradas devem ser retiradas, embrulhadas e jogadas no lixo no dia seguinte.

2. Defumações – Descarregos e energização

A defumação consiste na queima de sementes, raízes, folhas, cascas secas e outros elementos que se desintegram na queima sobre carvões em vasilhame próprio.

A defumação de “descarrego” pode ser efetuada em todas as fases da lua, portanto, diferente de outros atos ritualísticos ou higienizantes. O fogo, ao ar e a terra são elementos que contribuem para a “limpeza” dos fluidos agressivos que existem não só no ambiente etérico-físico, como também na aura das criaturas humanas, e até mesmo, na dos animais de estimação.

A concentração energética dos vegetais se expande e sutiliza em ondas odoríferas pela combustão, destruindo larvas e nódoas astrais que ficam agarradas nos tetos, paredes, cantos, móveis, tapetes,etc. do ambiente contaminado, assim como também, na contraparte etérica do corpo humano.

Segue, para o leitor, a receita de um “defumador de limpeza”, cujo preparo está ao alcance de todos. Serve para residência ou estabelecimento comercial. Evidentemente que serve, também, para você mesmo ou para alguém necessitado de tal providência.

Ingredientes:

Casca de alho – 8 punhados
Casca de limão seco – 6 punhados
Cânfora- 6 tabletes( ou 4 punhados esfarinhados)
Incenso – 10 punhados
Casca de fumo de rolo – 6 punhados
Folha seca de amendoeira – 10 punhados ( triturados)
Enxofre- 2 punhaos ( esfarinhados)

Como proceder:

Junte e misture tudo. Essa porção serve para um ambiente de cinco compartimentos. À medida que o carvão do turíbulo vai ardendo e queimando, adicionam-se punhados dessas substâncias em cima do braseiro.

Deixar um vasilhame com água em cada compartimento enquanto se processa a defumação. Outra providência sensata é ao gente da defumação usar chapéus ou um pano enrolado na cabeça para proteger os cabelos dos miasmas que caem, a roupa que estiver usando deverá ser considerada roupa suja após a defumação. A água das panelas que foram distribuídas pelos compartimentos deve ser “ despachada” em água corrente das pias ou pelo vaso sanitário.

O rescaldo do defumador deve ser apagado com a´gua, embrulhado e jogado no lixo. Depois da “defumação de descarrego”, o defumante deve beber de um a dois litros de suco de frutas. Não utilizar refrigerantes engarrafados, açúcar nem adoçante.

Energização

É necessário o uso de bons produtos no preparo do “defumador de energização”. As substâncias de natureza mineral e vegetal deverão possuir latência de energismo integrado em todos os sentidos. Apadrinhados pelo solo, água, ar e mais força energética do sol, na proporção adequada, propagarão suas propriedades específicas no braseiro, e dessa forma, encherão o ambiente (habitação ou loja) e a aura dos necessitados de energia radiante.

Essa defumação libera, pouco a pouco e com largueza, toda a potencialidade dessas substâncias envoltas na fumaça aromática. É ela que cria um clima agradável, saudável e cheio de energia, para o ambiente e para as criaturas envolvidas no enredo místico e benfajezo.

Após o “defumador de energização”, você se sentirá num estado de calma para enfrentar os embates do cotidiano, pejado de ambição, deslealdade e hipocrisia.

A fase lunar própria para esse tipo de defumação é o quarto crescente e a lua cheia.

Antes de passarmos para a receita do “defumador de energização”, convém alertarmos os usuários que tanto um ambiente físico como a aura humana só podem ser devidamente energizados ou vitalizados após duas ou três semanas da “defumação de descarrego”. Primeiro, “limpar”, depois, “energizar”, a fim de atrair fluidos de boa sorte e vitalidade psíquica.

Agora, uma receita simples, entre outras, mas de grande poder energético:

Casca ou bagaço de cana seco- 5 punhados (triturados)
Mirra e alecrim- 8 punhados
Folhas , flores e sementes de girassol – 6 punhados (triturados, de preferência, secas)
Folhas de eucalipto secas- 5 punhados
Cravo da índia e folhas secas de louro – 5 punhados
Almíscar ou âmbar – 4 punhados

Após a defumação de todo o ambiente, deixar o defumador queimam do por uns vinte minutos até o fim. Antes, durante e depois, beber bastante suco de fruta natural.

A validade da defumação desse tipo depende das circunstâncias ambientais. Num lar habitado por pessoas equilibradas, de boa índole, a validade é de até oito meses ou mais. Num estabelecimento comercial, não passa de quatro meses. Muito menos nos botequins e lugares onde haja consumo de álcool e prática de jogo. São pensamentos incontidos que ocasionam a sujeira do ambiente.

Retirado do Livro: “ Maria Molambo na Sombra e na Luz” – Omolubá

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