Como Reis e Rainhas

Por Jorge Scritori

A vida de um Sacerdote, Dirigente, Pai, Mãe ou Zelador tem alguns aspectos interessantes de se observar.

Vivemos como Reis e Rainhas. Nosso trabalho é nosso reinado, os Irmãos que dividem esse trabalho representam a visão e a expectativa do povo.

Temos como função planejar, pensar, organizar e administrar o bom funcionamento do reino. Lidamos o tempo todo com o fator humano das relações, onde um simples boa noite, ou a falta dele, causa tumulto ou indignação nas partes.

Temos como papel, ordenar as finanças do reino, e olha que não fazemos saques ou pilhamos outras moradas, e isso faz com que cada dia do reino seja vivido com uma rotina diferente, dia por dia, semana por semana, mês por mês. E tem épocas que o balanço judia um pouco…

A nossa porta, tem aqueles que se sentam em cadeiras, esperando a operação de um milagre, que nem eles conseguem entender. Afinal o milagre da vida já lhes foi concedido: nasceram, cresceram e estão vivendo. Só que a necessidade de respostas imediatas é maior do que o milagre da vida.

E além de toda essa bagunça que é um reinado, tem a vida pessoal, que inclui relacionamento e família.

Ao nosso lado pode estar a personificação do entendimento, e mesmo assim não seremos compreendidos perante as nossas atribuições.

Quem te ama, vai te machucar de verdade…

A Família vai ser um episódio único. Eles podem ter o seu sangue, mas não terão o seu pensamento e isso cria um abismo de possibilidades.

Quem deveria te apoiar de verdade, te condena de verdade ou te cobra de maneira impiedosa…

Parece um conto de fadas, né?!

Só que o trabalho não para, tudo cresce e os cenários mudam. Algumas noites são mais longas pensando na dor e na dificuldade dos outros e acabamos por esquecer as nossas próprias dores. Afinal, quem tem coroa na cabeça também tem lágrimas nos olhos e sentimentos no coração.

Podemos caminhar como Reis e Rainhas, e no fundo no fundo, somos Pais e Mães que adotaram pessoas em nossos campos, em momentos de dificuldades para eles. Só que isso não nos isenta da nossa humanidade. Sofremos, lamentamos, temos acessos de ira e como todo mundo, temos dúvidas…

Em alguns momento, o silêncio e a solidão, serão amigos de ouro.

Dedico esse texto a todos os Papais e Mamães Espirituais que fazem da sua vida uma jornada continua para a vida dos outros.

Abraços e muito Axé!

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O texto acima foi enviado ao Grupo Povo de Aruanda (Yahoo) pela irmã  Marcia Nunes e desde já agradeço a esta irmã pela sua dedicação ao Grupo Povo de Aruanda.

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