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XII

A FEITIÇARIA

Além dos muitos outros cientistas, Grawford, professor de mecânica aplicada da Universidade de Belfast, pacientíssimas experiências, provou que o corpo humano possui uma propriedade, ou fluido, que se exterioriza, e conseguiu fotografá-lo, exteriorizado.

O coronel Rochas, conhecido sábio francês, no seu livro sobre a “Exteriorização da Sensibilidade”, e em diversas obras, enumera experiências comprobatórias daquelas. Conta ele que, exteriorizada a sensibilidade de uma senhora e transportada para uma cadeira, passando-se a mão sobre o assento desse móvel, a senhora enrubesce num movimento de pudor. Acrescenta que, em prova semelhante, roçando-se com a ponta de um alfinete a sensibilidade exteriorizada, agitou-se o paciente num gemido, ao mesmo tempo em que sua epiderme se assinalava o traço contundente do alfinete.

E sobre essa propriedade, fluido ou sensibilidade suscetível de exteriorizar-se, que o feiticeiro geralmente atua para atingir a personalidade humana, podendo influir sobre o pensamento, causar moléstias, provocar a morte, e até beneficiar o organismo.

O feiticeiro trabalha sem ou com o auxílio de espíritos, de sua categoria, pelos princípios, mas dotados de formidável poder de atuação física, favorecidos pela invisibilidade, que os torna clandestinos.

Essas entidades são, freqüentemente, colaboradoras espontâneas dessas práticas, e por isso, muitas pessoas, sem que o preTendam, cometem atos análogos aos da feitiçaria, pois atraem com pensamentos vigorosos esses auxiliares intangíveis, que logo se transformam em agentes de vontades hostis ao próximo.

É por essa causa, e pela força ativa do pensamento que a inveja, sobretudo comprimida, e o ódio, principalmente o calado, causam, não raro, danos reais, sem que os seus cultores os manifestem em ações materiais.

Assim, qualquer indivíduo pode descer a essas práticas, que não exigem, nos casos vulgares, conhecimentos especiais, bastando atenção, muita atenção para realizá-las. Quem as efetua, porém, se expõe a perigos, pois se o dardo que lançou encontra resistência e é repulsado, retorna, com redobrada violência, contra quem arremessou.

Quando o praticante se aventura a cometimentos que se aproximam da magia, que é regulada por uma liturgia conhecida de determinadas entidades imateriais, multiplica-se aquele perigo, pois às vezes um erro de insignificância aparente, desencadeia, no espaço, forças que o punem com o esmagamento.

O feiticeiro é um trabalhador empírico. Desconhece as causas, em seus fundamentos, e conhece os efeitos, em seus resultados.

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