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VII

O COPO, A PRANCHETA, A MESA

Os fenômenos de efeitos físicos são vulgares, sendo facilmente verificáveis em qualquer ambiente, porém nos centros espíritas cariocas são estudados apenas esporadicamente, por um ou outro pesquisador ocasional.

Quase todas as famílias, ainda as que não são espíritas, conhecem e não raro efetuam as experiências do copo, da prancheta, ou da mesa.

As duas primeiras se assemelham. Escreve-se o alfabeto em círculo, destacando-se cada letra, e aço centro da roda se coloca o copo, dos de vidro ou cristal, sempre pequeno, ou a prancheta, e sobre aquele, em contato leve, um dedo, ou sobre esta, a mão. O espírito, por incorporação incompleta, ou pela posse e domínio parciais dos órgãos necessários, impulsiona o braço do médium, conduzindo o copo ou a prancheta às letras precisas para a formação das palavras tradutoras do seu pensamento. Mas o mais aconselhável, por dar menos motivos às dúvidas, é o espírito operar somente com os fluidos do médium, que pode ficar de olhos fechados acompanhando-o, porém, com o braço, os movimentos do copo ou da prancheta que lhe levam a mão, orientando-a.

Mas, em circunstâncias favoráveis, sendo homogênea a corrente de pensamento, a prancheta e o copo se movem e deslocam, atingindo as letras, sem contato das mãos do médium.

Uma ocasião em nossa casa, a conselho de um espírito, para atenuar a perturbação de pessoa de nossa família, fizemos uma experiência vulgar com uma pequena mesa de três pés, e como o exercício se tornasse monótono, enervando-nos, tentamos trabalhos mais difíceis, sem grande confiança em seu resultado. Adaptamos um lápis a uma caixa de fósforos, perfurando-a; pusemos esse engenho sobre uma folha de papel e o médium abriu as mãos por cima do lápis, encaixado, sem tocá-lo, a um palmo de altura. Em menos de cinco minutos, ouvimos a caixa estalar, como se comprimissem, e vimo-la, em seguida, mexer-se, e, fazendo pressão sobre o lápis, escrever: “Com Deus”.

Nas experiências com a mesa, geralmente a volatilização dos fluidos do médium se faz pela região do plexo solar e, sem perder a ligação com o aparelho humano, se condensa numa coluna que se apóia no solo e sobe, levantando a mesa. A energia desses fluidos, conforme a constituição do médium, alcança a sua potencialidade máxima, num período que varia entre cinco e quinze minutos.

Quando fiz pesquisas dessa natureza para estudar os trabalhos fluídicos dos espíritos que se apresentam como sendo de caboclos e pretos obtive demonstrações interessantes.

Sabeis, perguntou-me uma vez o guia, “que no corpo humano há um elemento, propriedade, essência, ou fluido, que desintegrado dele tem mais força do que o próprio organismo integrado”?

– Teoricamente, respondi.

Chamou um dos médiuns, uma moça franzina de 21 anos, e mandou-a colocar as mãos sobre uma mesa para dezesseis pessoas, que em menos de dez minutos se elevou a altura tal, que o médium, para não perder-lhe o contato, teve de erguer os braços e ficar quase em pontas de pés. Concluída essa fase da prova, mandou o guia o mesmo médium levantar a mesa com os braços, naturalmente, e a senhorita, não obstante os seus esforços, só lograva alçar-lhe numa das cabeceiras, ou um dos lados, mas nunca o todo.

Grawport, na Irlanda, conseguiu que os espíritos extraíssem o fluido de um médium, para pesá-lo. Postos, este, numa balança, e aquele em outra, a que recebia os fluidos acuso o peso de 28 quilos e a do médium assinalou em seu peso uma diminuição correspondente, mas a experiência foi suspensa porque o paciente começou a sofrer angustias e aflições, com ameaças de vertigem.

O transporte de objetos de um para outro lugar, através de distâncias várias, e que não tive oportunidade de estudar convenientemente, é feito, segundo os espíritos, mediante um processo de desmaterialização e rematerialização.

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