Perdão e a evolução

 

Quantas vezes, através da nossa existência, temos escutado falar sobre a importância de perdoar?

 

E quantas vezes pensamos na vacuidade dessas palavras ditas a modo de sermão ou de discurso retórico?

 

Com certeza que não paramos um momento para perceber o outro lado, a outra cara do perdão… Aquela da qual  não se fala mas que é de importância fundamental.

Eu diria, desde o meu modesto ponto de vista, que perdoar é uma questão de inteligência.

 

Através do nosso passo pela vida, experimentamos diferentes situações, que no levam a sofrer ou gozar alternativamente dos fatos que acontecem, dos sentimentos que nos envolvem, dos pensamentos que muitas vezes nos dominam e não percebemos que a cada pensamento, a cada palavra, a cada ação, nos mesmos estamos forjando o nosso presente e o nosso futuro.

 

Assim transitamos por esta existência carregando nossa alma de alegrias, às vezes, e muitas outras de tristezas, medos, culpas, raivas, ressentimentos e até de desejo de vingança. 

 

Não temos a consciência de que cada palavra, cada ação, cada pensamento toma forma, se plasma no mundo astral e volta a nosso plano materializado, afetando em primeiro lugar a nós mesmos.

 

De que forma? Impregnando nossa aura de vibrações negativas, diminuindo seu tamanho, trocando as belas cores vibrantes indicadoras de boa saúde física, mental e espiritual, pelas cores escuras e sem brilho que facilitam a sintonia com entidades do baixo astral.

 

Assim começam a maioria de nossas doenças, tanto as de origem emocional quanto as que se instalam no corpo físico, muitas vezes sem alternativa de cura. 

 

Perdoar é o caminho mais curto e o mais seguro para alcançar o Amor Universal, esse amor que nos levará a qualquer tipo de cura.

 

Perdoar aos outros e, em primeiro lugar, a nós mesmos. Em uma palavra, libertar-nos, fluir livremente pela vida, para nos livrar das amarras que nos impedem de transitar pelo caminho da nossa evolução, de retorno a Deus.

 

É impossível pretender subir degraus, por pequenos que eles sejam, se não conseguimos perdoar e libertar-nos dessas correntes. 

 

Também, meus Irmãos, é impossível pretender nenhum tipo de iniciação religiosa ou esotérica, se não conseguimos primeiro perdoar e perdoar-nos, desde o mais profundo do nosso coração, com um sentimento verdadeiro.

 

Quando escutamos ou lemos discursos de pessoas que são supostamente “iniciadas”, de “mestres de iniciação”, que teriam a autoridade moral e religiosa para mostrar o caminho a seus semelhantes, e os descobrimos cheios de vaidade, de egolatria e de hipocrisia, onde se notam muitas coisas menos o exercício do perdão e a pureza de coração, chegamos a entender vivamente as palavras do Cristo Jesus quando falou do perigo que representam os falsos profetas.

 

É impossível convencer a ninguém que nos foi discorrido nem um dos véus dessa Senhora de Sete Véus, dessa Senhora da Luz Velada, que é a Umbanda, se demonstramos que não temos sido capazes de atingir sequer a capacidade de perdoar, uns dos primeiros requisitos, junto com o exercício de uma autêntica humildade e caridade, indispensáveis para se auto proclamar umbandista. 

 

De que maneira pretenderemos acelerar nosso resgate se somente acrescentamos débitos na nossa ficha cármica?

 

O ódio e o ressentimento não são o melhor caminho, nem para esta vida nem para outras.

Se temos alguma possibilidade de ver o retorno dos nossos esforços nesta vida, não será utilizando esses meios que o conseguiremos.

 

O perdão dissolve o ressentimento,  limpa nossa aura e nossa alma, deixa-nos mais leves e limpos elevando nossas vibrações e,  permitindo-nos assim nos sintonizar com aquelas entidades de luz que estão perto de nós para nos ajudar, e as quais recorremos muitas vezes em busca de ajuda, e não podem fazê-lo ou resulta-lhes muito difícil por causa de nossa baixa freqüência vibratória. 

 

Hoje em dia existem inúmeras técnicas psicológicas para conseguir esse beneficio, se não lograrmos atingi-lo por nossos próprios meios, tais como Programação Neuro-Linguística, Renascimento, Bioenergia, Meditações, Afirmações, etc., etc., mas nada lograremos se antes de adotar alguma dessas técnicas, não estivermos firmemente convencidos da importância de perdoar.

 

Tomemos consciência e escutemos nossa voz interior, que com certeza, o caminho nos será indicado. 

 

 

Por isso perdoar é uma questão de inteligência.

 

 

(www.nativa.etc.br)

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