MECANISMO DA MAGIA NEGRA

Autor: José Queid Tufaile

Os mecanismos da Magia Negra são os mesmos utilizados nos trabalhos sob a orientação do Espírito de Verdade. E, não poderia ser diferente, pois no mundo invisível, tudo está sujeito a uma só Lei. Vejamos um dos seus mecanismos, na palavra do Codificador:

“O fluido perispiritual do encarnado é, pois, acionado pelo Espírito. Se, por sua vontade, o Espírito, por assim dizer, dardeja raios sobre outro indivíduo, os raios o penetram. Daí a ação magnética mais ou menos poderosa, conforme a vontade, mais ou menos benfazeja, conforme sejam os raios de natureza melhor ou pior, mais ou menos vivificantes. Porque podem, por sua ação, penetrar os órgãos e, em certos casos, restabelecer o estado normal. Sabe-se da importância da influência das qualidades morais do magnetizador. Aquilo que pode fazer um espírito encarnado, dardejando seu próprio fluido sobre uma pessoa, pode, igualmente, fazê-lo um desencarnado, desde que tenha o mesmo fluido. Deste modo pode magnetizar e, sendo bom ou mau, sua ação será benéfica ou malfazeja” – (Allan Kardec, na Revista Espírita, número de 1826, Estudo sobre os possessos de Morzine).

No ano de 1990 lemos a entrevista de um conhecido orador espírita num publicado na cidade de Campinas, SP, onde ele era questionado sobre o assunto “magia negra”. Sua resposta foi a seguinte: “Quando Kardec perguntou a respeito de feitiços, a resposta dos Espíritos foi que eles gargalham e zombam de crendices e superstições”.

O orador não foi muito feliz na resposta. O Codificador demonstra em seus estudos que a movimentação de fluidos de natureza inferior e a evocação de maus Espíritos com o intuito de prejudicar alguém é perfeitamente possível. Na verdade, os Espíritos acharam graça daqueles que crêem em pretensos poderes mágicos, sobrenaturais, inexplicáveis pela razão. Como veremos, entre uma e outra coisa, existem diferenças patentes.

Pelo texto apresentado na abertura desse capítulo, pode-se deduzir facilmente, que um Espírito encarnado pode, por sua vontade, lançar uma carga de fluidos mórbidos sobre uma pessoa, e que se este magnetismo inferior encontrar sintonia no destino, sua ação poderá ser maléfica. Kardec explica que um Espírito desencarnado também pode fazê-lo, com consequências iguais às do encarnado. Ora, os trabalhos feitos ou macumbas nada mais são do que o movimento de baixo magnetismo, realizado por homens e Espíritos maus.

Sabe-se que uma reunião prática de Espiritismo constitui-se de elementos diversos: Espíritos encarnados, Espíritos desencarnados e ambiente apropriado. Contamos ainda com certos valores abstratos, tais como os sentimentos dos presentes, suas intenções, seus conhecimentos etc. Sabe-se também, que uma reunião é governada por leis espirituais imutáveis, que são as leis naturais. As boas intenções dos presentes, por um espécie de sintonia, atraem Espíritos bons.

A força psíquica dos vivos e sua capacidade mediúnica, ficam multiplicadas pela influência espiritual. Cargas fluídicas benéficas e ações benfazejas podem ser realizadas no local ou à distância. Por último, sabemos que a pessoa que recebe a ação desses trabalhos é beneficiada de acordo com a sintonia que tenha com eles, ou seja, suas condições morais. Isto é, em resumo, a reunião prática de Espiritismo.

Já foi dito que o Mal não existe, pois é somente a ausência do Bem. O Mal é o estado primitivo do Bem. É a água suja e a água limpa. Não existe, pois, uma lei que age no Bem e outra no Mal. Só uma lei governa tudo. Façamos um pequeno exercício de imaginação. Tomemos uma reunião espírita e a viremos pelo avesso: teremos aí a imagem da água turva. Entrou aí alguma lei nova? Não, tudo é regido pelas mesmas leis que atuava na reunião do bem, a água límpida. Só foram alteradas as disposições morais e, por consequência a natureza dos fluidos e entidades desencarnadas presentes.

Nas reuniões de Magia Negra os objetos materiais e os rituais são utilizados para dar força à fé que, neste caso, é usada para prejudicar. A assistência espiritual é de Espíritos inferiores, que simpatizam com aquela assembléia má, desejosa de prejudicar o próximo ou de conseguir atender interesses de ordem material.

Na verdade, tudo o que ali se faz é contrário ao ideais do Espírito Divino, mas as leis que governam os dois trabalhos, são as mesmas. Se as criaturas visadas tiverem sintonia com estas vibrações, não tenham dúvidas que serão atingidas por elas.

No meio espírita existe uma idéia errada, vinda da má interpretação do conhecimento, de que os bons Espíritos nos protegem destes malefícios. Isto não é bem da forma como se entende. Os Espíritos amigos nos protegem, mas temos que ter merecimento para isso. É a sintonia. E, pelas nossas experiências nesse campo temos aprendido que a porta de acesso às más influências não se fecha tão facilmente.

Há dirigentes espíritas que fazem uso de um método estranho para combater este malefício: não informam o público de que a macumba existe. Se interrogados saem-se com explicações superficiais. Pensam que se as pessoas não souberem não serão atingidas. Outro engano. Se isso fosse verdade, seria até um bom procedimento: bastaria escondermos das pessoas que existem os maus Espíritos e, então, elas não sofreriam sua perniciosa influência.

A Umbanda é um culto mediúnico que trabalha no combate às práticas dos trabalhos de Magia Negra. Usa de rituais e práticas que nada tem a ver com o Espiritismo. Ao abordarmos essa questão no Movimento Espírita, não temos a intenção de trazer as práticas de Umbanda para o Centro Espírita. Umbanda e Espiritismo constituem-se em coisas diferentes, dois mundos antagônicos, mas que no fundo, são regidos pelas mesmas leis.

Convidamos os homens sérios, que lidam e dirigem sessões práticas de Espiritismo, a estudar o assunto com amor. Kardec nos dá a chave para tudo compreender. Precisamos saber lidar com o problema da Magia Negra, para solucionarmos os casos que aparecerem nas sociedades espíritas sob nossa responsabilidade. De outro modo, não teremos como ajudar as criaturas que caem presas dessas entidades diuturnamente.

Alguns tipos de entidades desencarnadas, envolvidas nestas práticas, são criaturas maléficas, maliciosas e primitivas. Estes seres nem sempre obedecem à doutrinação comum, pois não possuem inteligência suficientemente desenvolvidas a ponto de compreenderem os princípios evangélicos. São agressivos e perigosos, e podem colocar em risco a segurança dos grupos.

Para se libertar alguém que está sendo vítima deste mal, não é necessário o uso de nenhum objeto material, ou ritual, como se faz na Umbanda. Mas, é necessário um preparo moral e intelectual mínimo.

Primeiro, pela lógica doutrinária, é preciso aceitar a existência desse tipo de malefício. Depois, adquirir gradualmente o conhecimento prático para lidar com ele. Ao nos colocarmos na intenção de servir neste setor de atendimento, Espíritos superiores, vão se aproximar das nossas sessões com a intenção de nos amparar no desempenho dessa tarefa.

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