História das Religiões

Desde os primórdios das civilizações, o homem, intuitivamente, traz consigo a idéia de algo superior a ele. No início tinha admiração e respeito pelos fenômenos da natureza e pelos elementos naturais como água, sol, lua, terra e posteriormente pelo fogo. A partir do fim da pré-história, o homem começou a agrupar-se em torno de uma idéia religiosa, tendo em comum a adoração por vários deuses (politeísmo). No decorrer dos tempos, o homem foi incorporando aos objetos de adoração inicial, divindades humanas centradas em figuras de criaturas que ainda viviam entre eles e que exerciam alguma forma de poder, ou figuras que já tinham vivido, como reis, rainhas etc. A imaginação popular, pautada na grande ignorância da época, se encarregava de emprestar a esses seres, qualidades que eles não possuíam, moldando neles a imagem de um deus todo poderoso.

A história das civilizações nos informa que aos poucos os povos foram se agrupando de forma mais organizada e incorporando em sua cultura esse aspecto religioso que marcou quase todas as grandes civilizações deste planeta.

As primeiras civilizações de que temos conhecimento até hoje são as orientais (4 a 2 mil anos a.C.). Os sumérios, acadianos, babilônios, assírios, egípcios, hebreus, persas, fenícios, cretenses, hititas, persas e medos, chineses e hindus, todos eram politeístas, com variações em suas divindades. As civilizações ocidentais (3 mil a 476 a.C.) são mais novas e também tiveram o politeísmo como fator determinante em suas religiões. As mais importantes foram a civilização grega e a romana.

O termo “religião” provém do latim “religare” e implica na crença em forças consideradas sobrenaturais, criadoras do Universo. Sua finalidade é a de orientar moralmente o homem e religar a criatura ao Criador, através dos ensinamentos da Espiritualidade.

A Religião é a crença na existência da alma, de uma vida além da morte física e de princípios não materiais e leis morais que são fundamentos de todas as coisas. Tais princípios emanam da Inteligência Suprema e foram revelados em períodos distintos em várias regiões do planeta. Eles orientam a vida humana na busca do equilíbrio e da paz pessoal, descortinando o destino do homem como ser imortal. Por este motivo, é necessário tornarem-se conhecidos de toda a humanidade.

FINALIDADE DAS RELIGIÕES


“Acredito na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Acredito que todas elas foram inspiradas por Deus, e que eram necessárias para os povos a quem foram reveladas. Se pudéssemos ler as escrituras das diversas religiões com a cultura dos seguidores daquelas religiões, chegaríamos à conclusão que todas elas estão de acordo nos seus princípios básicos e que são úteis para todos.” (Gandhi)

A Ciência terrena promove o progresso material e intelectual da humanidade. A Religião tem como tarefa promover o progresso dos seres humanos, demonstrando a eles que os bens materiais são instrumentos que devem ser usados para edificar as criaturas e que foram feitos para a felicidade de toda a coletividade. Precisa mostrar aos homens, que eles não devem tornar-se escravos de suas paixões. A religião deve explicar ao povo que o Reino de Deus está dentro das pessoas, e que só o esforço do melhoramento pessoal conduz a alma no caminho do tão sonhado equilíbrio. As religiões, portanto, tem como objetivo geral modificar o homem, melhorando sua qualidade de vida espiritual. Aquelas que não atingirem essa meta terão que explicar a que vieram.

DIVERSIDADE DAS RELIGIÕES

No mundo atual, observa-se a existência de grande número de religiões e seitas que se multiplicam a cada dia. Este fenômeno social acontece por duas razões distintas: a cultura e costumes dos povos e a idade espiritual heterogênea da humanidade. Muitos tipos de Espíritos, de diversos estágios evolutivos, habitam a Terra. Cada um vê Deus a seu modo e interpreta Sua palavra segundo o próprio entendimento. Todas as religiões que elevam o homem são boas.

Com o inegável avanço da Ciência e da tecnologia, torna-se cada dia mais difícil as pessoas aceitarem dogmas religiosos contrários à razão.

Um pouco das principais religiões existentes no planeta, para nosso conhecimento geral. São elas: Judaísmo, Hinduísmo, Budismo, Cristianismo, Islamismo.

Judaísmo – Primeira religião monoteísta da humanidade. Surgiu entre os antigos israelitas no Oriente Médio. Segundo a tradição judaica, Abraão fundou a religião por volta de 1700 a.C., após receber uma revelação de Deus. Seu neto Jacó, também chamado Israel, teve 12 filhos, origem das 12 tribos israelitas. Durante certo tempo, muitos israelitas estabeleceram-se no Egito, onde acabaram tornando-se escravos. Por volta de 1300 a.C., o grande legislador hebreu, Moisés, descendente de Abraão, tirou-os do Egito e levou-os a Canaã, atual Palestina, depois de 40 anos viajando no deserto.

Depois de Salomão, filho do rei Davi (que transformou Jerusalém em centro religioso), as tribos dividem-se em dois reinos: o de Israel, na Samaria e o de Judá, com capital em Jerusalém. O reino de Israel é devastado em 721 a.C. pelos assírios e não mais reconstruído. Permanece o reino de Judá, enfrentando toda sorte de adversidades, como escravidão, guerras, invasões etc. Depois da destruição do Templo de Jerusalém, pelos romanos, em 70 d.C. e da destruição da cidade em 135 d.C., os judeus se dispersam por todos os continentes (segunda diáspora judaica), mas mantém a unidade cultural e religiosa. Somente em 1948 termina a diáspora, com a criação do Estado de Israel.

Os judeus têm como livro sagrado A Bíblia judaica, dividida em 3 (três) livros: Torah, Os Profetas e os Escritos.

O Torah é a escritura sagrada dos judeus. Reúne os cinco livros primeiros da Bíblia, atribuídos a Moisés: Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Existem cerca de 14 milhões de judeus em todo o mundo; 4,5 milhões só no Estado de Israel.

Hinduísmo – Surgiu por volta de 1500 a.C. Naquela época, os arianos, um povo da Ásia Central, invadiram e conquistaram a Índia. Gradualmente, a cultura ariana misturou-se à cultura de um povo nativo conhecido como drávida. O hinduísmo desenvolveu-se a partir da mesclagem destas duas culturas. A doutrina está fundamentada nos quatro livros dos Vedas (conhecimento, em sânscrito), um conjunto de textos sagrados compostos de hinos, louvores e ritos. As características principais do hinduísmo são o politeísmo e a crença na reencarnação. Com o passar dos tempos, os sacerdotes estabelecem o sistema de castas, que se torna a principal instituição da sociedade indiana.

Sem abandonar as divindades registradas nos Vedas, estabelecem Brahma como o deus principal e o princípio criador.

Estima-se que atualmente existam mais de 660 milhões de adeptos do hinduísmo em todo o mundo.

Budismo – Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563 a.C.? – 483 a.C.?), o Buda, por volta do século VI a.C. Consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida.

Em parte, o budismo pode ser considerado uma rebelião contra certas características do hinduísmo. O budismo opunha-se ao culto hinduísta de muitas divindades, à ênfase no sistema de castas e ao poder da classe sacerdotal hinduísta. O budismo está praticamente extinto na Índia, desde a invasão muçulmana no século XII. Hoje tem cerca de 300 milhões de budistas em todo o mundo.

Cristianismo – Iniciada por Jesus Cristo e seus discípulos, em meados do século I. Atualmente é uma das religiões mais difundidas no mundo, com algo em torno de 1,9 bilhão de fiéis. Divide-se em três ramos principais: Catolicismo, Igreja Ortodoxa e Protestantismo.

A fé cristã professa que Deus, revelado a Abraão, Moisés e aos profetas, envia à Terra seu filho como Messias (Cristo, em grego), o Salvador.
As religiões cristãs fundamentam-se na Bíblia ou Escrituras Sagradas, que falam da gênese do Universo, do mundo e do homem terreno. Contém um conjunto de textos muito importantes para o entendimento da história da humanidade, desde a sua criação até hoje.

Islamismo – Religião monoteísta baseada nos ensinamentos de Maomé (570 – 632), chamado “O Profeta”, contidos no livro sagrado islâmico “O Alcorão”. A palavra Islã significa “submeter-se” e exprime a submissão à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Seus seguidores são chamados muçulmanos, que significa “aquele que se submete a Deus”. Segundo eles, O Alcorão contém a mensagem de Deus a Maomé, mediada pelo arcanjo Gabriel, recebidas de 610 a 632. Seus ensinamentos são considerados infalíveis.
Fundada onde é hoje a Arábia Saudita, estima-se que seja professada por mais de 1.3 bilhão de pessoas, distribuídas principalmente no norte da África, no Oriente Médio e na Ásia.

Os muçulmanos estão divididos em sunitas e xiitas. Os sunitas (80%) são os seguidores da tradição do profeta, continuada por All-Abbas, seu tio. Os xiitas são partidários de Ali, marido da filha de Maomé, e são extremamente radicais.

A BÍBLIA

Diz a tradição histórica que a Bíblia é o livro sagrado de um povo. Estudiosos das Escrituras afirmam que se trata de uma história ligada estritamente ao povo hebreu. Mas, existem diversos trechos dos textos antigos, principalmente no Novo Testamento, nos quais o Espírito Divino dirige-se à humanidade como um todo, procurando orientá-la moralmente e dizendo-lhe que haverá um tempo em que a luz divina estará presente em todo o planeta, trazendo uma época de prosperidade a todos os povos.
A Bíblia é um conjunto de livros considerados sacros, que se divide em Velho e Novo Testamento. O Velho Testamento narra o período que antecede a época em que viveu Jesus. O Novo Testamento fala de sua vida, sua mensagem e do começo do movimento cristão.

VELHO TESTAMENTO

O Velho Testamento inicia-se com cinco livros, de suposta autoria do profeta Moisés, e são conhecidos como o Pentateuco Mosaico. A história do povo hebreu, com o patriarca Abraão, data de 1700 a.C. e a época do aparecimento dessas obras é assinalada em torno de 1500 a 1300 anos antes de Cristo.

Em alguns escritos de Moisés, encontram-se os ensinamentos que foram os primeiros fundamentos das leis morais: os Dez Mandamentos. Estas orientações de vida constituíram-se no aspecto Divino de sua revelação, feitas pelos Espíritos superiores através da mediunidade do profeta, e estão válidas até os dias atuais. São as seguintes:

– Não adorarás imagens.

– Não usarás o nome de Deus em vão.

– Santificarás um dia da semana.

– Honrarás pai e mãe.

– Não matarás.

– Não cometerás adultério.

– Não furtarás.

– Não mentirás.

– Não desejarás a mulher do próximo.

– Não terás inveja.

Os livros considerados como obras de Moisés são:

Gênesis: A Gênesis trata da origem da Criação e do próprio mundo terreno. Nele, há uma narrativa simbólica onde todas as fases do aparecimento do Universo e do planeta Terra são descritas com relativa precisão.

Êxodo: O livro Êxodo conta os principais episódios ligados à libertação do povo hebreu, escravo no antigo Egito durante cerca de quatrocentos anos. Esta liberdade teria sido conseguida através do trabalho missionário de Moisés, narrado em detalhes pela história bíblica.

Levítico: O Levítico é o livro que contém as instruções que eram destinadas à orientação dos cultos entre os seguidores do Legislador hebreu e a Divindade. Orientava as obrigações e rituais religiosos da época.

Números: O livro Números apresenta parte da história da movimentação dos hebreus no deserto em direção à Canaã, a terra prometida. Nele, existe ainda a realização de um censo, feito com a finalidade de se saber quantas pessoas empreenderam a histórica viagem, depois que Moisés as libertou do Egito.

Deuteronômio: O Deuteronômio apresenta um código de leis promulgadas por Moisés, destinadas a reorganizar a vida social do seu povo. É neste livro que se encontra a proibição dos contatos mediúnicos com os “mortos”. A lei mosaica proibia essas atividades, porque as evocações fúteis, comuns entre os egípcios, também eram praticadas pelos hebreus de forma fanática e irresponsável. A prática tinha se vulgarizado e se tornado em motivo de graves problemas entre eles. A proibição foi uma medida disciplinar do legislador.
Segundo historiadores, o missionário Moisés levou do Egito para Israel, chamado naquele tempo de Canaã, uma multidão de quatrocentas mil pessoas. A viagem durou quarenta anos. Ainda no Velho Testamento, destacam-se os livros dos demais profetas, que são em número de trinta e quatro. A maioria deles contém profecias que falam da vinda futura de um Espírito iluminado, que traria o Reino de Deus à humanidade. Essas previsões se concretizaram na encarnação de Jesus, o Cristo.

NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento é um conjunto de livros que narra a história do aparecimento do Cristianismo. Fala do nascimento de Jesus, de sua vida pública como pregador e de seu trabalho como médium. Apresenta ainda, discursos e informações sobre seus discípulos diretos e indiretos. Encerra-se com o livro chamado Apocalipse, prevendo a fase da transição, com o fim do mundo velho e o estabelecimento do período de regeneração, justiça e paz social na Terra. O Novo Testamento assim se divide:

– Evangelho de Mateus (discípulo de Jesus),

– Evangelho de Marcos (discípulo de Pedro),

– Evangelho de Lucas (discípulo de Paulo),

– Evangelho de João (discípulo de Jesus),

– Atos dos Apóstolos,

– Epístolas de Paulo,

– Epístola de Tiago,

– Epístolas de Pedro,

– Epístolas de João Evangelista,

– Epístola de Judas Tadeu e

– Apocalipse, atribuído a João Evangelista.

ALGUNS DADOS IMPORTANTES

Adão e Eva: Segundo as religiões convencionais, Adão e Eva teriam vivido na Terra há quatro mil anos antes de Cristo.

Idade científica da Terra: Cerca de quatro bilhões e meio de anos.

Primórdios da Civilização: 100 mil anos.

Aparecimento de tipos humanos modernos: 30 mil anos

Berço da Civilização: Mesopotâmia (Iraque) e Babilônia (Irã).
A Ciência comprovou, cientificamente, a impossibilidade da história relativa à humanidade ter-se iniciado somente há quatro mil anos e demonstrou que o homem surgiu em condições bastante primitivas em vários pontos da Terra, há milhares de anos atrás. Seus vestígios foram encontrados por pesquisadores e historiadores em cavernas e sítios arqueológicos.

A IGREJA CATÓLICA

Logo depois da morte de Jesus, seus discípulos diretos fundaram a Igreja primitiva e alguns núcleos cristãos foram edificados por eles, dando início à divulgação da Boa Nova. Os primeiros cristãos foram judeus que acreditavam que Jesus era o Messias, o salvador esperado por sua raça. Os adeptos da nova crença gradativamente foram se afastando do judaísmo, entretanto adotaram as Escrituras judaicas, o que foi fonte de discordâncias entre alguns dos apóstolos, nos primeiros tempos. Mais tarde, apareceu no cenário histórico a figura de Paulo de Tarso, chamado “apóstolo dos gentios”. Devido sua profunda dedicação ao ideal do Cristo, as atividades cristãs se multiplicaram e várias comunidades foram fundadas sob sua orientação. A história da vida desse apóstolo, pode ser apreciada na Bíblia, através das cartas que escrevia às Igrejas e aos seus discípulos. Nesses escritos, ele procurava passar as orientações devidas aos núcleos, profundamente apaixonado que era pelo ideal de amor de Jesus. Foi devido a sua coragem e perseverança que a doutrina do Rabi Galileu não permaneceu circunscrita à comunidade judaica e ultrapassou as fronteiras de raça, indo ser semeada para todos os povos.

Depois do desaparecimento de Paulo, por volta de 67 d.C. o número de igrejas em terras pagãs continuou a crescer. Por volta de 140, o centro do cristianismo tinha mudado para comunidades cristãs nas cidades de Antioquia, na Síria; Alexandria, no Egito; e principalmente Roma. Os cristãos primitivos ainda foram perseguidos durante muitos anos pelo sistema político dominante.

A história da Igreja atingiu um momento decisivo em 313, quando o imperador romano Constantino, o Grande, deu aos cristãos a liberdade para a prática de sua religião e o Estado devolveu aos seguidores de Jesus muitos bens materiais que deles haviam sido confiscados no período da perseguição.

Após o Concílio de Nicéia, no ano 325 d.C., fixou-se definitivamente o símbolo da fé e a partir daí instalou-se a edificação nos templos, de altares consagrados ao Senhor. Era o nascimento do Catolicismo. Este foi o primeiro dos sete concílios realizados entre 325 e 787. Datam deste período as mais graves desfigurações da beleza e simplicidade do Evangelho, inclusive em seus aspectos práticos.

Em 330, Constantino deixou Roma e se estabeleceu a capital do Império numa nova cidade, batizada com seu nome – Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia). A cidade tornou-se o centro do cristianismo oriental. Bem mais tarde (1054) deu origem ao cisma dentro da Igreja, de onde nasceu a Igreja Ortodoxa.

OS DOGMAS

Os dogmas são pontos fundamentais e indiscutíveis de uma doutrina religiosa. No Catolicismo, os dogmas foram responsáveis pelo aparecimento dos costumes sacramentais, das confissões, do culto às imagens, da hóstia, da obediência ao Papa, dos altares, dos paramentos, do batismo, da crisma etc.

Isso se deu pela forte influência das doutrinas pagãs e judaicas existentes no meio naquela época, o que levou seus seguidores a adaptarem seus costumes aos ensinamentos de Jesus, desfigurando seu verdadeiro sentido.

A REFORMA PROTESTANTE

Depois que a Igreja estabeleceu os dogmas, pouco a pouco ela foi se distanciando do povo, deixando de atender suas necessidades espirituais de conforto e assistência. Com o passar dos anos, desvirtuou-se de tal maneira que já não se poderiam reconhecer nela nenhum vestígio dos iluminados valores das primeiras eras. Pouco a pouco, deixou de ser o farol espiritual de um povo para mergulhar nas profundas e negras águas das disputas do poder temporal. Frente a isso, surgiram líderes dentro da própria Igreja que começaram a lutar contra a política desenvolvida pelo clero, fomentando nos adeptos da fé cristã, um espírito de renovação espiritual.

Foi o primeiro passo para um importante movimento de reestruturação da Igreja, que culminou na Reforma Protestante. Desta revolução houve uma divisão na Igreja e nasceu o Protestantismo. Dentre os homens que trabalharam para restituir o verdadeiro sentido do Evangelho de Jesus, destacaram-se líderes como:

John Wycliffe (1324 – 1385): Filósofo inglês, tornou-se famoso como professor de filosofia na Universidade de Oxford, onde defendia idéias nacionalistas e contra os poderes de papas e bispos. Segundo Wycliffe, os governantes injustos não podiam exigir obediência do povo, porque a obediência depende da vontade de Deus. Negava a doutrina da transubstanciação (transformação da água e vinho em corpo e sangue de Jesus). Com essas idéias despertou a ira do clero e passou a ser perseguido pela Igreja. Em suas últimas obras, declarou que a Bíblia, não a Igreja, era autoridade na doutrina cristã. As classes elitistas achavam que as idéias desse revolucionário encorajavam os pobres a exigirem melhores condições de vida.
Com a ajuda e incentivo de Wycliffe, seus seguidores traduziram a Bíblia para o inglês. Foi considerado o primeiro grande reformador pelos ingleses.

João Huss (1369-1415): Reformador religioso da Boêmia, cujos ensinos foram os precursores da Reforma protestante, influenciado pelas obras de John Wycliffe. Foi ordenado padre em 1401. Huss criticou asperamente o comportamento de bispos, cardeais e papas e pedia uma reforma na Igreja.
Em 1409 foi eleito reitor da Universidade de Praga. Mas Huss já era considerado um notório herege e foi excomungado em 1412. Em 1414, foi chamado a depor perante o Concílio de Constança, onde foi condenado, embora lhe tivessem prometido que estaria em segurança, caso concordasse em ir ao concílio para se defender. Morreu queimado numa fogueira, acusado de heresia. Depois de sua morte, desencadeou-se um período negro de guerras civis, por conflitos religiosos entre os hussitas (seguidores do reformador) e os católicos tradicionais, leais ao papa. Os dois lados chegaram a um acordo em 1436. Mas apesar da repressão religiosa, alguns adeptos de Huss organizaram-se em grupos e nasceu em 1457, na Morávia, região cultural da Tchecoslováquia, a Unitas Fratrum (União de Irmãos). Este grupo cresceu e era uma força religiosa importante no tempo de Martim Lutero.

Martim Lutero (1483-1546): Teólogo alemão e líder da Reforma, movimento religioso que levou ao nascimento do protestantismo. Sua influência ultrapassou as fronteiras protestantes e mesmo do cristianismo como um todo, pois trouxe uma série de consequências políticas, econômicas e sociais para o mundo ocidental.

Em 1501, Lutero decide tornar-se advogado a pedido de seu pai e entra para a Universidade de Erfurt, onde estuda Artes, Lógica, Retórica, Física e Direito. Torna-se mestre em Filosofia e em 1505 entra para a Ordem dos Agostinianos, depois de uma intensa experiência que viveu durante uma tempestade. Ordena-se padre em 1507 e em 1512 doutora-se em Teologia, sendo designado como professor de teologia em Winttenberg, cargo que manteve por toda a vida.

Em seus estudos das Sagradas Escrituras, descobriu o verdadeiro sentido da doutrina de Jesus Cristo e sua grande ausência na crença que professava. Influenciado pelos ensinamentos de João Huss, padre excomungado e condenado à fogueira pela Igreja Católica, Lutero começou a desenhar sua doutrina reformista entre seus alunos. A questão fundamental inicial foi a venda de indulgências, prática comum naquela época, utilizada pela Igreja para angariar fundos e manter a vida de prazeres mundanos em que tinha mergulhado o papado. A prática, considerada imoral por Lutero e outros que o precederam nessa luta, foi duramente combatida por ele.

Em 1517 se fez ouvir sua voz contra os hábitos mundanos e abusivos que a Igreja vinha cometendo, vendendo a salvação em troca de moedas de ouro: afixou suas famosas “95 teses” na porta da igreja do castelo de Wittenberg. As teses, além de combater a venda de indulgências, abordava outros pontos igualmente importantes de sua doutrina como negação do culto aos santos e autoridade papal, abole a confissão obrigatória e o celibato clerical e só aceita os sacramentos do batismo e da eucaristia.

Em 1519 manteve um famoso debate em Leipzig com um teólogo católico, Johann Eck. Ele fez Lutero admitir que tinha algumas das opiniões de João Huss, considerado herege pela Igreja. Durante o debate Lutero atacou o Concílio de Constança pela condenação de Huss. Eck provocou a excomunhão do monge em 1520 e combateu o protestantismo pelo resto da vida.

Em 1521, Lutero já excomungado pelo papa Leão X, é convocado pelo imperador do Sacro Império Romano, Carlos V, a retratar-se em Worms, Alemanha, em um conselho de príncipes, nobres e religiosos. O reformador compareceu e reafirmou suas convicções. Declarou:

“A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pela razão pura (pois não confio apenas no papa ou nos concílios, uma vez que é público o fato deles terem, com frequência, incorrido em erro ou entrado em contradição), estou preso pelas Escrituras que citei e minha consciência é cativa da palavra de Deus. Eu não posso e não irei renegar nada, já que não é seguro, nem correto, ir contra a consciência. Não posso agir de outro modo”.

Excomungado, Lutero publica os documentos Manifesto à Nobreza Alemã, Do Cativeiro Babilônico da Igreja e Da Liberdade do Cristão, os grandes escritos reformistas. Em 1521 é banido pelo imperador Carlos V da Alemanha. Apoiado por setores da nobreza, traduz a Bíblia para o alemão vulgar, obra prima-literária, que se constituiu em enorme contribuição para a criação da língua alemã moderna.

Abandona a ordem agostiniana em 1524 e, no ano seguinte, casa-se com uma ex-freira. Em 1530, o imperador Carlos V convoca uma dieta (encontro) dos grupos antagonistas, em Augsburgo, cidade da Alemanha, para acabar com as disputas religiosas em seu império, que havia atingido grandes proporções e consequências assustadoras. Johann Eck faz circular rapidamente panfletos denunciando Lutero e seus seguidores. Para responder ao ataque, é feito um documento com o resumo dos ensinamentos de Lutero, que ficou famoso com o nome de Confissão de Augsburgo. Escrito e defendido por Phillip Melanchthon, principal colaborador e amigo do reformador, os escritos tentavam um equilíbrio em relação a certos pontos controvertidos e mostravam que os luteranos apoiavam a tradição histórica da igreja cristã. A Confissão foi rejeitada por Carlos V, mas converteu-se na declaração básica de fé da Igreja Luterana.

Na época de sua morte, em Eisleben, em 18 de fevereiro de 1546, aos 63 anos, Lutero já era reconhecido como uma figura importante na história do cristianismo e do mundo. Foi considerado o alemão mais influente de todos os tempos, pois o movimento desencadeado por ele afetou o desenvolvimento político e cultural da cada nação na Europa e na América.

João Calvino (1509 – 1564): Um dos principais teóricos da Reforma, Calvino nasceu na França, e sua família, pertencente à burguesia, educou-o para a carreira jurídica. Com a divulgação da revolta de Lutero pelo continente europeu, suas idéias foram reformuladas por alguns de seus seguidores, particularmente João Calvino, que dinamizou o movimento reformista através de novos princípios, ampliando a doutrina luterana. Homem dotado de grande inteligência, além de ter sido excelente orador e autor de muitos livros, tinha também excepcional capacidade de organização e administração. Exerceu influência especialmente na Suíça, Inglaterra, Escócia e América do Norte. Influenciado pelo Humanismo e pelas teses luteranas converteu-se em ardente defensor das novas idéias. Perseguido na França, Calvino refugiou-se na Suíça, onde a Reforma já havia se estabelecido em algumas regiões, por conta da ação de Ulrich Zwinglio (1484-1531). Escreveu a “Instituição da Religião Cristã” (1536), que se tornou o catecismo dos calvinistas.

Em Genebra, transformada na “Roma do Protestantismo”, Calvino ganhou notoriedade e poder, conseguindo impor sua doutrina, interferir nos costumes, nas crenças e na própria organização político-administrativa da cidade. Extremamente mais radical que Lutero, João Calvino divergia da escola luterana em alguns pontos importantes: enquanto o primeiro subordinava a Igreja ao Estado, Calvino defendeu a separação entre as duas instituições (em Genebra, a Igreja era o próprio Estado); justificou atividades econômicas até então condenadas pela Igreja, dando impulso considerável ao capitalismo nascente; rejeitou a missa, sacramentos e tudo o que não estivesse rigorosamente de acordo com as Escrituras; destruiu completamente o livre-arbítrio, pois pregava a predestinação absoluta dos eleitos e dos condenados.

João Calvino desenvolveu a Igreja que atualmente é chamada de presbiteriana. Apesar do exagerado radicalismo, nenhum outro reformador fez tanto para obrigar as pessoas a pensar a ética social cristã.

“Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo
jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas
verdadeiras”. GANDHI

Este também é meu pensamento, muitas pessoas acreditam que sua religião é superior às demais. Acreditam firmemente que somente elas estão salvas, enquanto todos os demais estão condenados.

Pouquíssimas pensam na essência da mensagem que abraçam, já que estão muito
preocupadas em converter almas que consideram perdidas.

E, no entanto, Deus é Pai da Humanidade inteira. Todos nós temos a
felicidade de trazer, em nossa consciência, o sol da Lei Divina. Ninguém
está desamparado.
De onde vem, então, essa atitude preconceituosa, exclusivista, que nos
afasta de nossos irmãos?

Vem de nosso pensamento limitado e ainda egoísta. Quase sempre o homem
acredita que tem razão.

PENSE NA FRASE ABAIXO:

A nossa religião é a melhor? Sim, é a melhor. Mas é a melhor para nós.
(***)

Os diferentes podem caminharem JUNTOS?

“A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos toda a família humana como uma só família. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.”Mahatma Gandhi

“Toda crença é respeitável, quando sincera e conducente à prática do bem.”
Allan Kardec

“Somos Humanidade.
Desde o princípio das eras, temos indissolúvel ligação neste mundo. Somos, portanto, muçulmanos, xintoístas, católicos, bramanistas, budistas, protestantes, judeus, espíritas, esotéricos, agnósticos, umbandistas, ateus… Somos, por fim, Seres Humanos!”

Legião da Boa Vontade

“A meta última da religião é o amor. Todas as religiões e crenças são conseqüentemente válidas, e sua aceitação tem de ser baseada na liberdade e numa opção consciente e espontânea. De outra forma, a religião não teria como meta o amor.”

Hinduísmo

“É sagrada a liberdade de pensamento, de consciência e de religião. É sagrado o direito de entrar neste ou naquele templo, neste ou naquele terreiro, nesta ou naquela tenda.
É o sagrado direito de adorar e deixar adorar. É o direito humano e divino de pensar e deixar pensar, de dizer e de ouvir.”
Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (Cenacora)

“Nenhum segmento religioso pode coagir alguém pela força ou ameaça a aceitar ou
mudar de crença religiosa. (…) Todos os segmentos religiosos devem promover uma cultura de Paz e ordem, trazendo benefícios à população em geral, especialmente aos
menos favorecidos.”

Igreja Pentecostal – O Brasil para Cristo

“Cada ser humano possui o direito de escolher a sua própria maneira de servir o sagrado e deve fazê-lo sem perseguições e/ou discriminações, com liberdade.”

Encantaria Cigana

“Se você critica a fé dos demais, sua devoção é falsa. Se você fosse sincero, apreciaria
a sinceridade dos outros. Você vê erros nos outros porque você mesmo os tem, não os outros.”

Sathya Sai Baba

“Não pode haver dúvida alguma de que os povos do mundo, de qualquer raça ou religião que sejam, derivam sua inspiração de uma só Fonte Celestial e são súditos de um só Deus. A diferença entre os preceitos sob os quais vivem deve ser atribuída aos vários requisitos e exigências da época em que foram revelados.”

Bahá´u´lláh

Prevenir a intolerância é assumir que nenhuma verdade é única. É reconhecer que o outro tem livre arbítrio (…)
Esse reconhecimento pressupõe garantir-lhe o direito de pensar, de crer; de amar, de doar, de rezar, de ser gente religiosa.
Gente que exercita a missão sagrada de reconhecer no outro a imagem e semelhança
de Deus, Olorum ou Javé.”

Religiões Afro-Brasileiras

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser
ensinadas a amar.”
Nelson Mandela

AGORA SÓ NOS RESTA COLOCAR EM PRÁTICA ESTAS FRASES E PENSAMENTOS!!!

Importante:

Eu em nenhum momento fiz esta pesquisa com intuito de macular qualquer Religião, são fatos históricos e conteúdos de vários pesquisadores que descrevo acima, uma pesquisa que usei o bom senso, como filho de Deus e não como adepto de uma Religião, se algum adepto de qualquer Religião sentir-se ofendido, eu o rogo desculpas, mas repito, são fatos históricos e tentei não rechear este “texto-pesquisa” com a variedade de fatores históricos, que o povo sofreu junto a Igreja e o Estado.Não sou dono da verdade de ninguém, apenas da minha verdade e esta é a minha ótica quanto a Religiões, quero receber e-mails, criticas construtivas, pois as destrutivas não cabe nem mesmo minha leitura, quanto a minha atenção, mas deixo claro a todos que este é um texto que pode e deve ser MUDADO, depende dos argumentos aqui postados ou mesmo enviados para meu e-mail.

Estejam todos em Paz e que Deus seja nossa ÚNICA Verdade!!!

Texto elaborado por Alex.

FONTES DA PESQUISA:

· FILORAMO, Giovanni; PRANDI, Carlo – As Ciências das Religiões. São Paulo: Paulus, 1999.
· DELUMEAU, Jean (dir.) – As Grandes Religiões do Mundo. Lisboa: Editorial Presença, 1997.
· http://asreligioes.globo.com/religiao_pt/scripts/grupo.asp?area=0
· http://www.geocities.com/sitedaajuda/12.html
· http://www.profwell.hpg.ig.com.br/religiao.htm
· http://www.viacapella.com.br/portal/religioes.htm
· http://www.cidadedoamor.hpg.ig.com.br/secao_mistica_e_outros/religiaoeseitas/religiao_e_seitas.htm
· http://www.gladiadoruniverso.hpg.ig.com.br/links_religiosos.htm
· http://geocities.yahoo.com.br/enigmas_br/htm/religioes.htm
· http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/religioes.html
· http://www.ichtus.com.br/publix/ichtus/religioes/
· http://www.guia.heu.nom.br
· http://pt.wikipedia.org/
· http://povodearuanda.blogspot.com/

(***)Trechos do texto Religiões – Redação Momento Espírita

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