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Deus Castiga?

Publicado: maio 6, 2009 em UMBANDA
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Redação do Momento Espírita.

Em 06.05.2009.

Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se torna infeliz.

No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor.

Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima.

Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos.

Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando.

E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.

Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas.


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Conta uma outra lenda que esse gesto de cruzar o solo ou a si mesmo só foi adotado pelos cristãos quando um “padre” romano, atiçado pela curiosidade, perguntou a um serviçal de sua igreja o porque dele cruzar o solo antes de entrar nela para limpá-la … e o mesmo fazia ao sair dela.

O serviçal, um negro já idoso que havia sido libertado pelo seu amo romano quando já não podia carregar os seus pesados sacos de pedras ornamentais, e que andava arqueado por causa de sua coluna vertebral ter se curvado de tanto peso que ele havia carregado desde jovem, ajoelhou-se, cruzou o solo diante dos pés do padre romano e, aí falou:

- Agora já posso contar-lhe o significado do sinal da cruz, amo padre!

- Por que, só após cruzar o solo diante dos meus pés, você pode revelar-me o significado do sinal da cruz, meu negro velho?

- É porque eu vou falar de um gesto sagrado, meu amo. Só após cruzarmos o solo diante de alguém e pedirmos licença ao seu lado sagrado, esse lado se abre para ouvir o que temos a dizer-lhe.

- Se você não cruzar o solo diante dos meus pés o seu lado sagrado não fala com o meu? É isso, meu negro velho e cansado?

- É isso sim, meu amo. Tudo o que falamos, ou falamos para o lado profano ou para o lado sagrado dos outros com quem conversamos! Como o senhor quer saber o significado do sinal da cruz usado por nós, os negros trazidos desde a África para trabalharmos como escravos aqui em Roma e, porque ele é um sinal sagrado, seu significado só pode ser revelado ao lado oculto e sagrado de seu espírito. Por isso eu cruzei o solo diante dos seus pés, pedi ao meu pai Obaluaiyê que abrisse uma passagem entre os lados ocultos e sagrados dos nossos espíritos senão o senhor não entenderá o significado e a importância dos cruzamentos… e das passagens.

O padre romano, ouvindo as palavras sensatas daquele preto, já velho e cansado de tanto carregar os fardos de pedras ornamentais com as quais eles, os romanos, enfeitavam as fachadas e os jardins de suas mansões, sentiu que não estava diante de uma pessoa comum, mas sim diante de um sábio amadurecido no tempo e no trabalho árduo de carregar fardos alheios.

Então o padre romano convidou o preto, velho e cansado, a acompanhá-lo até sua sala particular localizada atrás da sacristia.

Já dentro dela, o padre sentou-se na sua cadeira de encosto alto e confortável e indicou um banquinho de madeira para que aquele preto velho se sentasse e lhe contasse o significado do sinal da cruz.

O velho negro, antes de sentar-se, cruzou o banquinho e isto também despertou a curiosidade de empertigado padre romano, sentado em sua cadeira mais parecida com um trono, de tão trabalhada que ela era.

- Por que você cruzou esse banquinho antes de se assentar nele, meu preto velho?

- Meu senhor, eu só tenho essa bengala para apoiar meu corpo arqueado. Então, se vou sentar-me um pouco, eu cruzei esse banquinho e pedi licença ao meu pai Obaluaiyê para assentar-me no lado sagrado dele. Só assim o peso dos fardos que já carreguei não me incomodará e poderei falar mais à vontade pois, se nos assentamos no lado sagrado das coisas deixamos de sentir os “pesos” do lado profano de nossa vida.


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Fernando Sepe – 28 de janeiro 2006.

Fiquei feliz da vida, não porque alguma coisa especial tinha ocorrido. Estava simplesmente feliz. Existem pessoas que apenas sorriem quando coisas boas sucedem, ou outras que nem assim sorriem. O que sei é que, muitas vezes na madrugada, fico extremamente feliz. Da varanda da minha casa olho pro céu e contemplo as estrelas. Agradecendo por existir… Apenas isso já é motivo de sobra para ser feliz…

Deitei – me. Fui dormir pensando nisso. Lentamente fui relaxando e sentindo uma grande soltura energética, conseqüência natural da dilatação da aura. Sei que isso favorece a projeção da consciência e resolvo relaxar ainda mais, pensando firmemente em projetar – me. Começo a ter pequenos relampejos de luz dentro da tela mental, conseqüência da ativação do chacra frontal. É, parece que hoje vou “voar pelo astral a fora…”

Perco a consciência, não sei por quanto tempo. O que sei é que quando acordo, estou bem à frente de um rio. Suas águas são tão límpidas que não resisto. Pulo dentro dele e começo a brincar. Aproveitando da ótima lucidez extrafísica, mergulho, saio voando, mergulho de novo…

Até quando chego a frente de uma bela cachoeira. São sete quedas d´águas incríveis. Lá percebo uma senhora depositando algumas flores junto as grandes cachoeiras. É uma senhora negra, toda vestida de branco. Aproximo – me para melhor observar.

Vejo que ela canta em uma língua antiga, acho que é yorubá. Da cachoeira, diversos “espíritos da natureza” femininos surgem, são todas muito parecidas. Para minha surpresa a negra me chama ao seu encontro. Aproximo – me ainda mais e percebo que conheço aquela senhora. É a negra “Dita”, Preta-Velha de amor incomensurável a quem eu tanto estimo.

Lá estava ela, fazendo uma oferenda no Astral para sua amada mamãe Oxum. Achei inusitada aquela situação. Perguntei:

_Vovó, o que a senhora pede em vossa oferenda?

_ Ah meu filho, é aqui que venho pedir por todos. Por aqueles que me procuram, mas também para aqueles que não me conhecem. Pedir por toda a humanidade, por aqueles que passam fome, por aqueles que são tristes, por aqueles que não tem uma só pessoa que possa orar por eles. Peço por todos aqueles que não são amados. É aqui, no reino da minha amada mamãe Oxum Sete cachoeiras, que choro a tristeza dos tristes, para que o sorriso da alegria possa nascer, um dia, em seus lábios. É aqui que me abro em compaixão e acompanhada dessas filhas diretas de Oxum, nós cantamos e saímos por aí levando um pouco do bálsamo da Senhora das cachoeiras. Bálsamo esse, que outro não é, se não o amor!

_Vem, cante um daqueles pontos bonitos que você conhece. Vamos fazer uma oferenda bem bonita para mamãe Oxum. Uma oferenda para toda a humanidade, para todo o planeta…

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Espiritismo, o que é na verdade

Publicado: abril 28, 2009 em UMBANDA
Alamar Régis Carvalho

Senhores Jornalistas:

Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalista ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando- se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.

Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do ‘achismo’ e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.

Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.

Vamos aos assuntos:

Espiritismo não é igreja

Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto..

Não existe ‘Kardecismo’ , existe ‘Espiritismo’

O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão ‘kardecismo’, para identificar algo que ele imagina ser uma ‘ramificação’ do Espiritismo, achando que Espiritismo é um ‘montão de coisas’ que existe por aí, quando na realidade não é.

A palavra ‘Espiritismo’ foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.

Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação ‘Espiritismo’ , fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de ‘kardecismo’ , verdadeiramente é ‘Espiritismo’ .

Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.

Veja quem adota e quem não adota o quê.

Procedimento, prática ou ritual

Umbanda

Catolicismo

Espiritismo

Uso de altares

Sim

Sim

Não

Uso de imagens

Sim

Sim

Não

Uso de velas

Sim

Sim

Não

Uso de incensos e defumações

Sim

Sim

Não

Vestimentas e paramentos especiais

Sim

Sim

Não

Obrigações aos seus praticantes

Sim

Sim

Não

Proibições aos seus praticantes

Sim

Sim

Não

Ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se em seus cultos

Sim

Sim

Não

Bebidas alcoólicas em seus cultos

Sim

Sim

Não

Sacerdócio organizado

Sim

Sim

Não

Sacramentos

Sim

Sim

Não

Casamento religioso e batizados

Sim

Sim

Não

Amuletos, patuás, escapulários e penduricalhos

Sim

Sim

Não

Hinos e cantarolas nos cultos

Sim

Sim

Não

Crença na existência de satanás

Sim

Sim

Não

Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa?

Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora não seja também a mesma coisa?

O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.

A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal ‘Kardecismo’ se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias.

Allan Kardec não inventou o Espiritismo

Allan Kardec não inventou ou criou Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.

Ele foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.

Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja.

Sobre a reencarnação

Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 151 anos de idade. O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente? É isto aí.

Portanto a afirmativa de que os espíritas crêem na reencarnação é infantil e sem sentido.

Sobre a mediunidade

Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada, nunca, e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.

Qualquer afirmativa do tipo que ‘alguém tem mediunidade e precisa desenvolver’ é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvida.

Sobre o caráter do centro espírita

É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.

Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.

Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e não como sendo ele o próprio Deus.

Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação.

Sobre quem é reencarnação de quem

Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Sicrano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pese alguns espíritas, apenas alguns, (nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão.

Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da casa espírita.

Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa.

Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns bobos que estão no Espiritismo sem consciência do seu papel.

Apologia ao sofrimento

Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar, diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom.

Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, colocar a mão sobre uma mesa e dar uma martelada em seu dedo. Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendamos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção.

Mesa branca

Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só. O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo. Muito pelo contrário, seria preferível utilizar toalhas (por que tem sempre que ter toalhas nas mesas?) de outras cores, posto que tecidos em cor branca têm maior facilidade de sujar.

Portanto a citação de ‘espiritismo mesa branca’ é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas.

Terapia de vidas passadas

Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita..

Cromoterapia, piramidologia etc…

Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo.

Sucessor de Chico Xavier

Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier ‘morreu’, e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que vêem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita.

Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor do Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.

A sua relação com a Ciência

Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: ‘Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência’.

Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico.

Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.

Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer.

Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem?

Medicina e Espiritualidade

Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada têm a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de ‘Medicina e Espiritualidade’, oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices.. Em nível de informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica. Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site: http://www.redevisao. net. O telefone da Pineal Mind, onde são ministradas as aulas, é (11) 3209-5531 e o e-mail é faleconosco@ uniespirito. com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo, pelo site, numa webtv.

Diante de todo o exposto sugerimos que os grandes veículos de comunicação de massa, obviamente comprometidos com a credibilidade dos seus nomes, repassem estes esclarecimentos aos seus profissionais de jornalismo, não necessariamente para que eles sejam simpáticos à idéia espírita, já que ninguém é obrigado a aceitar coisa nenhuma, mas para, pelo menos, não comprometerem as suas honorabilidades dizendo mentiras, leviandades e até se expondo ao ridículo reportando sobre um assunto que não entendem.

Abração.


Alamar Régis Carvalho

Analista de Sistemas
alamar@redevisao. net

Vamos em frente, porque este é o grande momento da divulgação espírita.

Abração a todos.

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao. net
http://www.redevisao. net
http://www.alamar.biz
http://www.redelivros. net
orkut ‘alamarregis’

QUADROS

Publicado: abril 26, 2009 em CIGANOS, UMBANDA
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Caros Irmãos, estes são os quadros de Maria do Carmo, caso vocês queiram entrar em contato com ela, o faça pelo e-mail (mariadocarmodahora@hotmail.com) , pelo FLOG (clique), ou ainda diretamente no PERFIL (clique) do Orkut dela, não façam uso errado dessas imagens, se as mesmas aqui estão é porque foi autorizado por quem as criou, caso você queira usar, favor mencionar o nome da nossa irmão Maria do Carmo, assim você estará sendo honesto(a). Obrigado Irmã Maria do Carmo.

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Quadro:02 – Cigana Helena

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Quadro:03 – Cigana do Cais

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Quadro:04 – Cigana Lemiza Lemoá

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Quadro:05 – Cigana do Jarro

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Quadro:06 – Cigana Sarita

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Quadro:08 – Cigana dos Ventos

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Quadro:10 – Ciganinha do Cabaré

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Quadro:12- Cigana Carmem de Servilha

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Quadro:13 – Cigana Sarita (Marroquina)

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Quadro:14 – Cigana Zaira Grega

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Quadro:15 – Cigano Custódio

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Quadro:19 – Cigana Madalena

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Quadro:20 – Cigana Azul

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Quadro:22- Cigana Hanna

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Quadro:23 – Cigano Diego

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Quadro:24 – Cigano Luan

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Quadro:25 – Cigana Margarita

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Quadro: 26

Quadro: 27

Quadro: 28 – Cigana Sulamita dos Cristais

Quadro: 29 – Cigana Zaira do Oriente (novo)

Quadro: 30 (novo)

Quadro: 31 – Cigana Ametista (novo)

Quadro: 32 – Cigana da Estrada (novo)

Quadro: 33 – Cigana Dandara (novo)

Quadro: 34 – Cigana Mel (novo)

Quadro: 35 – Cigana Sarita Espanhola (novo)

Quadro: 36 – Cigano Wladimir (novo)

SALVE OGUM!

Publicado: abril 23, 2009 em UMBANDA
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Pai Ogum vós que governais os campos de batalha do Humaitá, que comandas os campos de Fé de Aruanda fazei de mim merecedor de vossa misericórdia, pois sou apenas uma pequenina fagulha na imensidão de nossa Umbanda, sou apenas mais um dos filhos de Aruanda,  que a todo dia roga a ti para mais um dia de luta dentro do nosso habitat natural, ou seja, dentro desse habitat que chamamos de vida.

Pai de todos, Pai Ogum, vencedor de demandas, General de todas as batalhas, Pai amoroso e vitorioso, tome conta de meu espírito, tome conta de meu corpo e me conduza a vitória, assim tornando-me um ser um pouco mais perfeito diante a sua Lei e vontade, sou apenas mais um que clama por seu amor e sua misericórdia, sou apenas mais um que não merece, mas que vos roga a seu amor e sua paciência.

Rogo a ti por mim e por meus irmãos de Umbanda e em especial a meus irmãos da pequenina Casa de Umbanda Reino de Oya e vos agradeço, por me permitir ser filho de Casa tão especial e cheia de Luz, , Humildade e Amor, ilumine meus irmãos e nossa Mãe no Santo e a todos que nos amam.

Obrigado Pai Ogum tudo que tenho não fiz e talvez não faça algum dia por merecer, mas eu recebi e além de meus Pais de Cabeça,  eu vos agradeço por fazer de mim merecedor de Aruanda, por fazer de mim mais um integrante de Povo de Aruanda.

Apenas mais um filho de seu irmão…

Alex de Oxóssi

DESENVOLVIMENTO

Publicado: abril 16, 2009 em UMBANDA

desenvolvimento

A mediunidade física é um dom inato, necessita de muito tempo e muita paciência para alcançar seu pleno desenvolvimento.

A correria e o alvoroço dos dias de hoje exigem sucessos instantâneos que não podem produzir grandes médiuns mentais ou físicos, principalmente que sejam capazes de pesquisarem lentamente, de procurar a verdade com paciência e finalmente alcançar a convicção de que a personalidade humana sobrevive após a morte corporal.

O estudo da raça humana dos tempos imemoriais é um objeto de lição para todos, todavia não observamos essas lições que temos aprendido, não vemos o presente no passado; e o que é o presente, senão o resultado dos acontecimentos passados, dos erros anteriores, das tolices consumadas? O que nos falta realmente é simplicidade e conhecimento da essência do espírito.

Quais são os sentimentos durante uma sessão? Ficamos completamente cientes do que é divulgado? Entramos mesmo em transe durante uma sessão? Geralmente ficamos muito lúcidos e podemos ouvir tudo o que é dito, tanto pelas pessoas que estão na sessão como as vozes do espírito em nossa mente.

O médium não começou ainda a realizar o que pretende ser verdadeiramente, no sentido real; ser preparado para se dar em amor e colocar-se a serviço de Deus; realizando isso, o poder que emana do espírito pode mudar não só a si mesmo, mas através dele, possivelmente o mundo todo.

Há muitas Religiões diferentes, muitas até confusas, com conflitos de idéias e pensamentos; no entanto só há uma única verdade: verdade da vida eterna, que todos nós morrendo, vivemos. Os espíritos desejam ardentemente o bem estar da humanidade. Muitas pessoas pensam que um médium é como uma máquina; colocamos o dinheiro e automaticamente a máquina funciona. Não é assim. Seria perigoso e fútil para qualquer médium dirigir sessões durante todo o tempo, ao capricho desta ou daquela pessoa, no momento em que desejam.


Leia o Texto Completo (clique)

FONTE: CEUSCD – CENTRO ESPÍRITA DE UMBANDA SÃO COSME E DAMIÃO