NAÇÃO NAGÔ

Publicado: fevereiro 1, 2007 em UMBANDA

CONHECIMENTOS SOBRE A NAÇÃO NAGÔ

Certos Orixás Nagôs, oferecem banquetes anuais, uma comunhão primitiva, rudimentar, à gente da casa.

Os mais conhecidos desses repastos comunais, muito concorridos e apreciados pelos aderentes do Candomblé, são: o Pilão de Oxalá (moço) em que predomina o milho branco (ebô), e o olubajé de Omolu-Obaluaê, em que o elemento principal, é a pipoca. O Candomblé de Ogunjá (Procópio) encerra as suas festas com a feijoada de Ogum, outra comida coletiva.

O Caruru de Cosme e Damião, embora somente para crianças, se enquadra nesta categoria.

Os dias da semana são distribuídos, de acordo com a tradição Nagô, pelos vários Orixás, obtendo-se o seguinte quadro:

DIA DA SEMANA E ORIXÁS CORRESPONDENTES:

Segunda-feira – Exu e Omolu

Terça-feira – Nanã e Oxumarê

Quarta-feira – Xangô e Iansã

Quinta-feira – Oxóssi e Ogum

Sexta-feira – Oxalá

Sábado – Iemanjá e Oxum

Na tradição Nagô é esta a lógica da combinação dos Orixás. Na terça-feira temos a chuva e o arco-íris; na quarta, os raios e ventos – a tempestade; na quinta, a caça e as artes manuais; no sábado, a água do mar e a água doce. A sexta-feira é consagrada à Oxalá, por influência do catolicismo, mais exatamente do Culto do Senhor do Bonfim. Na segunda-feira, Exu garante a felicidade dos dias seguintes e Omolu garante a saúde e o bem-estar, purificando a semana.

O Domingo se dedica coletivamente à todos os Orixás.

Os candomblés Nagôs são comunidades fechadas, no sentido de que não obedecem a qualquer governo comum, nem à regras comuns.

A autoridade espiritual e moral, emana direta e exclusivamente do Pai ou da Mãe de Santo, que só reconhece, acima da sua própria autoridade, a dos Orixás. Esta autoridade absoluta em toda força do termo, o Chefe (Pai ou Mãe) a divide com as demais pessoas que lá freqüentam, em linhas muito nítidas de hierarquia, que beneficiam especialmente os velhos e as mulheres.

A Mãe (ou o Pai) escolhe, entre as filhas, suas auxiliares na administração – uma série de iás (futuras mães-pequenas), que se encarregam de certos serviços parciais, mas de importância.

Uma dessas auxiliares é a iá-morô, adjunta da Mãe, que a acompanha em todos os serviços religiosos; duas outras são a Dagã e a Sidagã, a primeira mais velha do que a segunda, encarregadas do Padê de Exu; outra ainda é a Iá Basse, que cozinha para os Orixás; e finalmente a Iá Tebexê, que tem a iniciativa dos cânticos nas festas e giras. É claro que, se essas auxiliares falharem nas usas obrigações, o ritual perderá com isto.

Quanto ao poder espiritual, tomemos por paradigma um ritual Nagô, que nos oferece o seguinte quadro:

MULHERES – Ialaxé
HOMENS – Pegi-gã

MULHERES – Mãe-pequena (Iá-quererê)
HOMENS – Axogum

MULHERES
HOMENS – Ogãs

MULHERES -
HOMENS – Alabê

MULHERES -
HOMENS – Tocadores de Atabaque

MULHERES -
HOMENS – Tocadores de Atabaque

MULHERES – Filha de Santo
HOMENS – Filho de Santo

MULHERES – Ebomim
HOMENS -

MULHERES – Iaô
HOMENS -

MULHERES -Equede
HOMENS -

MULHERES – Abiãs
HOMENS -

O Pegi-gâ (dono do altar) e a Ialaxê (zeladora do Axé) são personagens importantíssimas, mas sem funções reais, pessoais, dentro do ritual. Os seus títulos são uma distinção especial, mas os deveres resultantes dos seus cargos são delegados à filhas da sua imediata confiança. Teoricamente responsáveis, perante a Mãe, pelo altar e pelos Axés, o Pegi-gã e a Ialaxê dão idéias e sugerem modificações para mantê-los à altura das tradições da Casa.

Substituta imediata da Mãe, a mãe-pequena (Iá-quererê em nagô) lhe está imediatamente abaixo na escala da hierarquia, como administradora civil e religiosa do Ritual; é sempre a filha mais velha na feitura do santo, lugar-tenente da Mãe (ou do Pai), a mãe-pequena está em contato mais direto com os filhos, pois a Mãe apenas fiscaliza, aconselha e dirige o ritual, enquanto a mãe-pequena, executante, acompanha atentamente a marcha das cerimônias. Também a mãe-pequena é chamada de mãe pelos filhos que lhe tomam benção e lhe fazem a mesma reverência devida à Mãe (o Pai).

O Axogum, o sacrificador de animais (o Mão-de-faca), só eventualmente exerce as suas funções, quando necessário a matança, para cerimônias religiosas.

O Axogum e o Pegi-gã são escolhidos entre os Ogãs da casa, em geral os mais constantes no auxiliar do ritual, ou os mais dedicados aos Orixás.

Os Ogãs são protetores do ritual, com a função especial e exterior à religião de lhe emprestar prestígio e angariar recursos financeiros para as cerimônias sagradas. A maior parte das vezes o próprio Orixá escolhe o Ogã entregando-lhe as suas insígnias, no nosso caso, o Machado de Xangô.

Abaixo das filhas, há ainda a Equede, a qual fez voto de servidão à este ou aquele Orixá.

Em último lugar, ficam as Abiãs. Estas não pertencem ainda, realmente, ao ritual. Estão num estágio anterior a iniciação.

Este esquema de hierarquia revela, sem sombra de dúvida, que as mulheres detêm todas as funções permanentes do ritual, enquanto que os homens se reservam apenas nas temporárias e nas honorárias.

Deve-se sempre ressaltar a importância dos velhos – não exatamente das pessoas de idade, mas das que fizeram o seu santo há mais tempo ou há mais tempo aderiram ao Ritual.

Bibliografia:
CANDOMBLÉS DA BAHIA
de Edson Carneiro

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=11739186

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comentários
  1. Fernanda Vasconcellos disse:

    gostaria de saber um pouco mais sobre o orixá oxumare na nação na nago….

    sou bailarina de uma cia de dança aqui em Recife e vou fazer seu pé de dança e gostaria de ter mais conhecimentos sobre ele…

    vou deixar meu e-mail para quem tiver alguma informação
    srtfernandavasconcellos@hotmail.com

  2. renepereiradejesussaies disse:

    sou pai rene de xango moror na cidadi dicruz das alma bahia olorum modupe

  3. carlosTlogun disse:

    gostei sit, minha mãe guando entrou para a religião, com 12 anos de idade foi em Pernambuco, no nago Chambá, hoje estamos no Keto. um gande abraço e mutumbá do Abassa da Oxum. ( São João de Meriti, Rio de Janeiro )

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